segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Lavava os pratos de maneira meticulosa, percorrendo os dedos na porcelana, até senti-la lisa. Passou a tratar os talheres da mesma forma, ignorando os respingos dágua em sua camiseta, que se misturavam às suas lagrimas silenciosas.
Pegou a longa faca de cozinha e suspirou uma unica vez. Lavou-a, secou-a, e ficou parada, olhando fixamente o objeto em suas mãos.
E num ato egoista e frio, passou a lamina em seu braço, fazendo um profundo e comprido corte, que ia da metade do seu braço, até a palma da mão.
Voltou a lavar a faca e, desta vez, depositou-a no escorredor.
Puxou uma cadeira, proxima da pia, sentou-se e deixou o braço pender ao lado, irritada com a poça que se formava aos seus pés.
Resolveu não dar importancia...
Simplesmente resignou-se a fechar os olhos e deitar a cabeça sobre o outro braço, em cima da mesa. Ficou assim por tempo indeterminado, respirando lentamente e sentindo uma certa ardencia no corte.
Arcou os cantos dos labios num sorriso tremulo, e resolveu que tinha que reagir, meio a contragosto.
Abriu os olhos, lavou as lagrimas na pia da cozinha mesmo, secou o rosto com a toalha de papel, chacoalhou a cabeça numa negativa muda.
Empurrou a pia, com as duas mãos, afastando o corpo num sopetão, da beirada fria.
Caminhou lentamente para o quarto das crianças, já totalmente escrava daqueles rostinhos plácidos, cobriu-os e, afagando suas cabeças, caminhou até sua cama, afastou as cobertas e deitou-se.
Na manhã seguinte, acordou cedo, pegou a faca do escorredor e usou-a para cortar o sanduiche das crianças, fazendo 4 pequenos triangulos, que é como eles gostam...
E, com uma certa nostalgia, encarou a lamina, enquanto a colocava dentro da pia.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Dedepopoimento de uma vivítima dodo memedo


“Eu sou constantemente atacada por batatas fritas furiosas e suicidas. Elas chegam sorrateiramente, me encurralando num canto, ameaçando espirrar óleo quente em mim, me fazem abrir a boca e pulam todas dentro dela, uma a uma... Algumas vêm munidas de sal, que elas, sádica e masoquistamente, salpicam em si mesmas, antes do mergulho fatal... Eu já não agüento mais!!!! Mamãe, me salva!!!!!!!!”



Liliam Kikuchi (mulher e oriental)



Publicado no
KHzine
Calembures ignóbeis, falsidade ideológica e comportamentos execráveis.

Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Connecticut, julho de 2006.
Edição de número 001
Para ser lida, compreendida e regurgitada.

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Periodicidade lamentável.
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E tambem na revista virtual Samiztad

terça-feira, 31 de julho de 2007

HELP! Estamos fudidos!!!!


Agosto de 2007...
Liliam acorda com um choro chatinho e um pézinho cutucando seu nariz, abre o olho, sonolenta e a contra gosto.
Gigi, no berço, que está encostado em sua cama, põe o pé novamente em seu rosto e pisa em sua bochecha, avisando que suas fraldas estão cheias e sua barriga está vazia.
Liliam levanta-se, caminha até a cozinha, prepara a mamadeira e volta ao quarto, xingando baixinho o Sidney, que ronca e baba, sem ouvir o choro da nenem.
Ela abaixa a grade do berço, troca as fraldas molhadas e amamenta a pequena Gigi, enquanto seu marido continua roncando e babando.
Depois de se certificar que a bebezinha dormiu, Liliam resolve mexer no Pc, que está em outro quarto. Liga o computador, abaixando o som, abre a Internete, e entra no Orkut, na sua comunidade preferida. Tecla por alguns minutos, e sedenta, resolve pegar um copo de coca-cola.
Um barulho estranho, vindo de fora, que ela nunca havia ouvido antes, tira-lhe a atenção. Ela corre até a janela, abre a cortina e fica boquiaberta por segundos, diante do que vê...

Enquanto isso, do outro lado do mundo, a maioria da comunidade Tiranossaurica, está diante do computador, quando uma mistura de gritos e estrondos, ecoam por todos os lados...
Antes mesmo, que alguem conseguisse levantar da cadeira, na tela do pc, aparece a frase...* HELP! Estamos fudidos!!!!*...era Liliam, que continuou teclando...
*Discos voadores...atacando...socorro...*


Liliam espera ansiosa, e fica mais assustada ainda, quando seus amigos começam a postar...*Aliens...que a gente faz?... tudo explodindo...*
Maio de 2007(flashback)
Lehgau-Z caminha, nervosamente, de um lado para outro, pela sua sala. Por fim, desaba em uma poltrona e soltando um longo suspiro, põe as mãos na cabeça, apertando os olhos.
Pensa frenéticamente, muitas coisas ao mesmo tempo...o quê precisa ser feito...não pode esquecer de nada...
Levanta-se de um pulo, corre até o outro comodo, enfia um chapeu, muito parecido com aqueles que os bobos da corte usavam, na cabeça, cerra fortemente as palpebras e desaparece.


Agosto de 2007
Joy está passeando pelo shopping, acabou de ver um lindo vestido na vitrine, dirige-se ao trocador, mentalizando-se dentro do vestido e sorrindo ao imaginar o olhar do seu Encostinho, com certeza ele ia achar bem sexy...
O vestido caiu-lhe muito bem, olha-se novamente nos espelhos, de frente, de lado e de costas...sim, resultado positivo...agora, iria a procura de sapatos...
Retira o vestido e pendura-o no cabide, estende as mãos em direção as suas roupas e tudo começa a tremer...
William, curvado e na ponta do sofá, acaba de passar uma dificil fase, os cotovelos apoiados nos joelhos, os polegares já doloridos, apertam os botões do controle, enquanto ele geme e balança o corpo, pra esquerda e pra direita...Usando fones de ouvido, senão a mãe começa a gritar, ele nem ouve a barulhada infernal que vem da rua, de repente, ele pensa que jogo está diferente, pois tudo começa a tremer...


Luis, depois de passar uma tarde no parque com a fámilia, dirige o carro, só pensando em chegar em casa, tomar um banho e se esparramar no sofá... O dia, apesar de divertido, foi tambem, muito cansativo. Não é nada fácil ter um filho com tanta energia, que mesmo agora, no carro, não parava de tagarelar e apontar para os outros carros.
O sinal fechou, Luis parou, e mal prestava atenção no que sua mulher sugeria para o jantar, com os olhos fixos no semáforo, quando um enorme objeto passou pelo céu e soltou um raio, que atingiu o predio alto, no outro quarteirão.
Luis, mal teve tempo de soltar um alto *PUTA QUE PARIU*, seu coração disparava, quando tudo começou a tremer.

Clay lê o que Liliam acabou de escrever, e pensa *Japa doida...de onde ela tira essas idéias?*...Olha distraidamente ao redor, e se surpreende, ao ver seu cão, com o focinho na janela, arreganhando os dentes.
Coisa mais incomum, visto que o Trupy é a alegria em forma de cachorro, ou a preguiça, depende...
Clay ainda está tentando decifrar o que se passa com o cão, quando este, dá um pulo pra trás, soltando um ganido agudo.
Clay salta da cadeira, ao mesmo tempo que um clarão e sons indescritiveis começam, seu coração dispara, rapidamente olha Trupy, que corre em circulos, latindo alto e trombando nos móveis.
Clay chega até a janela e vê o carro do seu vizinho, partindo-se ao meio e sobre ele, uma sombra enorme...
Corre até o computador, tecla desordenadamente e prepara-se para correr, quando sente um forte tremor sob seus pés.

Junho 2007 (flashback)

Lehgau-Z continua jogado na cama, sentindo o corpo pesar e a cabeça latejar, como se mil alfinetes estivessem penetrando em seu couro cabeludo( que não é nem um pouco cabeludo)...
Permanece assim, por mais alguns minutos, totalmente exausto, mas a mente trabalhando a toda, isso contribui enormemente para lhe aumentar a dor de cabeça, mas ele não pode parar, tem que agir rápido...
A maioria das coisas, ele já havia conseguido, mas faltava-lhe forças pra conseguir o resto...
Mesmo sentindo-se debilitado, sentou-se na cama, e revisou mentalmente sua lista de afazeres, tinha que vencer a exaustão pois ainda faltava muita coisa.
Levantou-se, caminhou lentamente até o outro quarto, tornou a por o chapeu colorido na cabeça e desapareceu novamente.


Agosto de 2007

Kumka estava na saida do cinema, Ivan preparava-se pra tomar banho, Samara dirigia-se até o camarim pra trocar de roupa, Victor e Helen estavam em frente o pc,
Rafael fazia um sanduiche de presunto e queijo, Célia levava um café para o Hugo que estava na varanda, Paula assistia TV e comia pão de queijo, André entrava no banheiro, Karol conversava com as amigas no portão, Flor pintava as unhas do pé, Rodrigo voltava da casa da tia e Angela lia um livro de receitas, todos ficaram sem reação, quando começaram os sons, clarões e estrondos e logo tudo começou a tremer...

Agosto de 2007

Quando começaram os sons, Lehgau-Z estava preparado, já com o chapéu na cabeça, fechou os olhos e começou a ter convulsões.
Não desapareceu, desta vez, e sim, começaram a surgir, um a um, na sua frente, seus amigos virtuais...


Liliam gritou..*Meu Deus! Tou pelada!*...tentou cobrir suas partes intimas e notou que sua pele estava muito escura, meio azulada, meio negra, mas ela estava, definitivamente muito gostosa...*Virei desenho?*...disse, olhando ao redor e vendo Lehgau-Z, a sua frente, convulsionando que nem possuido.


Clay piscou, e ergueu os olhos, vendo uma mulher escura e nua( Oba! , pensou ele), viu o Lehgau-Z tendo um ataque e viu seu próprio corpo muito branco, muito pequeno de pernas ridicularmente curtas... quase desmaiou...



William caiu, e não estava conseguindo se levantar, lutou desesperadamente até conseguir ficar sobre suas patas...( PATAS???? Cade minhas pernas? E meus braços???) e ficou assim, olhando para si mesmo, balbuciando e soluçando baixinho.



Kumka tambem caiu, levantou-se rápido, mas continuava desiquilibrando-se como se suas pernas não fossem do mesmo tamanho, olhou aterrorizada ao redor e reconheceu os avatares dos amigos...*Clay? Liliam? Will? Que está acontecendo com o Lehgau-Z?*... perguntas que ficaram sem respostas, pois logo surgiam a Samara, a Joy, o Victor e todo o restante dos amigos da Tiranossauro.
Passado o burburinho inicial, todos se olham, estão todos como nos avatares, Hugo está metade preto, não só o rosto, mas o corpo tambem...Luis é só uma bolinha flutuante... Andre está com suas hilárias xuxinhas...Karol é só meia pessoa...Mick está invisivel...e assim por diante...
Alguns nem tentaram segurar o riso, e apesar do susto e do medo, ainda conseguiam tirar o maior sarro dos menos afortunados, como o Will, que batia os cascos dianteiros na cabeça e chorava tentando não babar, sentado num cantinho escuro e balbuciando...*Eu era tão bonito...tinha dedos...jogava Playstation...buuuu...*, ou Clay, que ficou comico, tentando correr com as perninhas curtas, pra se esconder.

Depois do surto de riso, caiu a ficha do pessoal, que começaram a se perguntar... onde estavam os Aliens? como viemos parar aqui? cade o resto do mundo?
Lehgau-Z desabou no chão, respirando com dificuldade, e foi logo cercado pelos amigos.
Liliam, que acabara de se enrolar numa toalha de mesa, agacha-se e segura a mão de Lehgau-Z, ele lhe sorri e diz para todos...
-Eu os trouxe, estamos seguros aqui, sosseguem...
-Meus filhos...-disse Liliam, agora com lágrimas nos olhos- onde estão?
-Quem tem foto de parentes próximos, no album do orkut, fiquem tranquilos, estes tambem foram trazidos para cá, só estão em outro setor. Preciso que voces entendam, eu não faço milagres, não posso salvar todo mundo, mas salvei todos que eu pude...-disse Lehgau-Z, sentando- se custosamente no chão.
-Como??...-perguntaram varias vozes, ao mesmo tempo-Como voce conseguiu?
-Acho que agora, voces acreditarão que não sou deste mundo- falou Lehgau-Z, com voz grave -eu bem que tentei dar dicas, existem sondas espaciais mesmo, enviadas a muito tempo, por seres de outra galáxia.
Olhares incredulos e assustados pousaram no rosto cansado de Lehgau-Z, uns até horrorizados, e antes que alguem ousasse perguntar algo, Lehgau-Z continuou...
-Não, eu não sou do mesmo planeta que esses seres, pelo contrário, temos sido inimigos a vários séculos.
-Meu planeta foi invadido por esses seres, que se denominam Arrrk, eles destruiram tudo e acabaram com meu povo, só eu escapei, graças as minhas invenções, mas não pude salvar mais ninguem pois era muito tarde. Vim para a terra e tenho vivido entre voces, estudando-os e admirando-os, aprendi a amar como voces, a rir e sonhar. Achei que eles nunca viriam para cá, pois só os terraqueos possuem a arma capaz de mata-los, acho que eles já passaram por todos os mundos possiveis, estão esgotando as possibilidades. Se estão invadido a Terra, é porque devem estar muito famintos.-Lehgau-Z, ajudado por Hugo e Liliam, levanta-se e é colocado em uma poltrona- Venho observando as estrelas, e a 3 meses, avistei uma grande massa negra vindo em nossa direção, soube logo que eram os Arrrkianos, e me apressei em construir um aparelho que projetasse um campo eletro-magnético capaz de nos proteger, a todos, tive tambem que escolher o lugar onde ligar o aparelho, tambem transportei mantimentos e tudo que precisamos para sobrevivermos por um longo tempo, até que nos livremos de todos os Arrrkianos. Não pude fazer tudo ao mesmo tempo, pois o meu transportador é mental e me consome muita energia, depois de cada uso, eu preciso descansar por uns 10 dias, por isso transportei voces na ultima hora, quase não consigo... se houvesse mais tempo, eu poderia ter salvo muito mais pessoas...sinto muito...
Lágrimas e soluços, todos haviam perdido alguem...

Ainda não havia amanhecido, quando Lehgau-Z levou seus amigos para o andar abaixo, e todos puderam constatar que eles se encontravam dentro de um shopping, era estranho ver um lugar daqueles, com tão pouca gente...
Sem perder o humor, deixaram escapar risos abafados ao ver William descendo pela escada rolante, de costas e de quatro, ele não era nem doido de tentar descer sobre duas patas...
No piso térreo, encontravam-se os familiares de alguns, só daqueles que fortuitamente, haviam colocado fotos dos entes queridos no album, Liliam viu seu filho maior brincando no game e sua pequenininha engatinhando sob o olhar do Sidney. Ela estranhou que eles estivessem tão tranquilos, sem se preocuparem com ela, adivinhando seu pensamento, Lehgau-Z explicou que havia conversado com eles, simultaneamente, e que havia avisado que já estavam descendo.
Disse tambem, que todos deveriam tentar dormir, pois ele precisaria que estivessem fortes e descansados, pois os treinamentos para a batalha, começaria no dia seguinte...

Ninguem conseguiu dormir, só as crianças e Lehgau-Z, que se sentia esgotado, a ansiedade era muito grande, pois ninguem sabia como enfrentar os Aliens.
Os adultos, sentaram em circulo e ficaram discutindo sobre o ocorrido, o que viram, o que sentiram e sobre como tudo estava confuso...
-Por que nós? E não o exercito, ou cientistas? Acho que eles sim, poderiam enfrentar esses seres...-dizia Samara - ...Eu sou apenas uma atriz, não sei lutar, não sou nenhum genio...
-É... - concordou Liliam - ...Tambem acho, sou só uma dona de casa, como posso ajudar? Nem sei o que fazer... e se vejo sangue, desmaio ou passo mal. Mas...enfim...vai saber o que se passa na cabeça do Lehgau-Z...
-Falando nele...-disse Clay -...voces acreditam que ele é mesmo, de outro planeta?
-Deve ser...- disse rápidamente Liliam-... Quem mais podia fazer o que ele fez? Putz, eu nunca imaginei... mas pensem bem...se ele conseguiu fugir do planeta dele e vir para o nosso, quem sabe ele não consiga nos levar daqui?
Enquanto Liliam falava, Sidney, sentado ao seu lado, balançava a cabeça em silencio.
-O Lehgau-Z ainda tem muita coisa pra nos explicar...não adianta ficarmos expeculando sobre o que não sabemos, só ele pode nos esclarecer, e pra isso temos que esperar ele acordar.- disse Angela sábiamente.
-Está quase amanhecendo, eu não vou conseguir dormir mesmo, e não adianta nada ficar aqui, parada, sem fazer nada. Vou fazer o café da manhã, pois ninguem jantou esta noite, e saco vazio não para em pé. Alguem me ajuda?- disse Liliam, ficando em pé, e olhando os outros.
Sidney já ia levantando, quando Liliam falou que era melhor ele ficar olhando as crianças, ele fez que sim, com a cabeça, deu-lhe um beijo, e foi para junto de seus filhos.

Kumka, Samara e Angela seguiram Liliam até o Mc Donalds, pois ali era o lugar ideal para fazer o café da manhã. Lá chegando, primeiro ficaram meio confusas, pois não sabiam onde estavam as coisas, depois, aos poucos, foram se arranjando, e se faltava algo lá, elas iam até as outras lanchonetes e restaurantes e pegavam o que precisavam.
As 6 hs da manhã, o café estava pronto e Kumka foi chamar o pessoal, que foi chegando pegando as bandejas e se servindo do que estava em cima do balcão...café, leite, suco de laranja, sanduiches, pães de queijo e até batatas fritas.
Comeram conversando, e logo Lehgau-Z chegava e meio que sorrindo dizia...
-Já vi que voces não se apertam, ainda bem que voces se viram sozinhos...
Todos olhavam para ele, mas ninguem tomou a iniciativa de perguntar alguma coisa, deixaram ele ir até o balcão servir-se, e comer.
Quem se manifestou primeiro, foi Luis, que se aproximou flutuando ao lado de Lehgau-Z e perguntou...
-Eu vou ficar assim? Voce não pode me destranformar? Como eu vou comer?
Feita a primeira pergunta, todos queriam falar, ao mesmo tempo. Lehgau-Z levantou a mão, num gesto de silencio e todos se calaram, então, virou-se para Luis e disse...
-Eu poderia trasformar voce, mas voce é mais util assim, assim como o William, o Clay, e todo o resto que está estranho...Quanto a comer, pode comer normalmente, alguem só terá que lhe fazer o prato, voce fica diante dele e se imagina comendo, não se esqueça que voce, apesar da aparencia, ainda é gente... o mesmo pro William... entenderam?
-Mas como posso ser util, sendo uma bolha?- perguntou Luis, com pânico na voz...
-Pensa amigo, voce pode ir a varios lugares, sem ser notado, vai ser o espião perfeito.- disse calmamente Lehgau-Z
O murmurio recomeçou, e novamente Lehgau-Z levantou a mão, dizendo...
-Vou explicar tudo, assim que acabar aqui- disse , tomando mais um gole de suco de laranja.

Mal Lehgau-Z acabou de comer, Karol levantou seu unico braço e ficou acenando para ele...
-Sim?- perguntou Lehgau-Z
-E eu? O pessoal tá me carregando pra lá e pra cá, assim não dá...- disse muito aflita
-Como eu expliquei pro Luis, sua aparencia, não é o que voce é, experimente ficar de pé, sua outra metade ainda está aí, só não dá pra ver- explicou pacientemente Lehgau-Z, e voltando-se para o resto do pessoal- Bem gente, acho que a questão da aparencia já está mais do que resolvida, agora vamos a outros assuntos que são mais importantes...
Levantou-se da cadeira, em que estivera sentado, e dirigiu-se ao balcão, onde podia ser visto e ouvido por todos, e continuou...
-Os Arrrkianos, são seres enormes, que lembram as aguas-vivas, e se alimentam do medo das pessoas, falando grosseiramente, pois é bem mais complexo que isso, visto que eles precisam incutir medo nas pessoas, antes de devora-las, mas não dá para definir de outra forma. Armas são ineficazes contra eles, meu povo tentou enfrenta-los com todo poder bélico existente no meu planeta, nada deu resultado. Foi só quando cheguei aqui, na Terra, é que encontrei o que pode mata-los, pra voces vai parecer mentira, mas é sério, vamos mata-los com risadas...

Todo mundo começou a rir, mesmo sem querer, pois era muito absurdo alguem morrer com risadas. Mas, o olhar de Lehgau-Z, fez todos ficarem em silencio, e ele continuou...
-Na galáxia de onde vim, e nessa, o unico povo que ri, é o da Terra, mais nenhum... e risos, são como veneno para os Arrrkianos, algo explode dentro deles...
Lehgau-Z foi interrompido por Victor, que argumentou...
-Então podemos gravar os risos e usar alto falantes, ao invés de enfrenta-los cara a cara.
-Não.- respondeu Lehgau-Z- Gravações, só fariam eles ficarem atordoados, para acabar com eles tem que ser risos espontaneos e reais, não risos prossessados em uma máquina.
-Mas como vamos enfrenta-los, a gente vai ter medo, não vamos conseguir rir espontaneamente...- disse Rafael, meneando negativamente a cabeça.

-Eu sei, mas para que voces riam naturalmente, vou submete-los a hipnose coletiva.- dizendo isso, Lehgau-Z apontou para algumas pessoas, as que realmente não participavam da comunidade dos T-Rex, e pediu para sairem, enquanto explicava...
-Voces, serão mais uteis, cuidando das crianças, preparando as refeições e fazendo a manutenção e limpeza da nossa sede, tornando um lugar habitavel.
Ao sairem todos os não ativos, ele tornou ao assunto da hipnose...
-Tenho uma máquina, que vai hipnotizar todos que estão aqui, para que ajam e conversem, como se estivessem na comunidade. Depois explicarei o comportamento de voces, ao restante do pessoal.- dito isso, ele retirou do bolso, um aparelhinho muito parecido com um I-Pod, colocou os fones no ouvido, e explicou que se tratava de um aparelho movido a ondas mentais, ligou o aparelho, e fechou os olhos, concentrando-se. Do aparelho, em sua mão, começaram a sair uns cristais que flutuaram pelo recinto, posicionando-se, cada um na frente de uma pessoa, e começaram a rodar velozmente, enquanto soava a voz de Lehgau-Z...
-Somos unidos, somos alegres, tudo não passa de uma brincadeira feita na comunidade, somos rápidos nas piadas, somos propensos a ter rasgos de riso a qualquer tiração de sarro. Nada nos tira o bom humor, nem problemas fámiliares, nem doenças, nem nada. Voces voltarão ao normal, somente quando eu disser o nome de meu planeta natal, que é Zhigor. Quando eu contar até 3 voces sairão deste transe, agirão exatamente como na Comunidade e esquecerão o nome do meu planeta de origem. 1 2 3.

Os cristais sumiram no ar, todos se olharam e começou a zoeira...
-Hahahaha, Clay, tu é mais baixinho do que eu pensava...Quer as roupas da minha filha pra voce?- Falou Liliam, enquanto engasgava de rir...
-Vai si phoder, Japa doida! Quem te deu liberdade de esfruir assim de mim?- retorquiu Clay, piscando um olho e pondo a lingua pra fora.
William, rápidamente pegou os tubos de mostarda, catchup e maionese, e enfiou na bunda [8)].Não dando tempo de ninguem reclamar.
Tinha gente rolando pelo chão, a cara que o Camelo fazia era impagável.
Kumka gritou...
-Pará gentem, sinan eu simijo nass kauças!!!!!![:(]
-Que calças? Tesão do meu xixi?- Clay, fazendo de novo [:P] - Tu tá linda de vestinho preto, sem calcinha por baixo...
-Sou mossa vrige, tirá os zoios da mignha pre-pe-perereccca kabeludis!!!! [:X]
Lehgauz, olhava e sorria, sabia que tinha escolhido a turma certa, só pensou que seria meio dificil controlar as brincadeiras, mas ele sabia que mesmo com muito bom humor, eles ainda conseguiam conversar sobre coisas sérias, sem perder o rebolado... sim, ele havia escolhido bem.

-Gente! Vamos dar uma paradinha nas brincadeiras, que ainda falta eu mostrar e explicar, algumas coisas para voces- disse Lehgau-Z, já saindo do Mc e acenando para que o acompanhassem.
Desceram até o estácionamento coberto, onde estavam parados 2 onibus de turismo e alguns carros.Ele apontou para os veiculos e disse que aquele seria o meio de locomoção da turma, ele ia prosseguir a explicação, mas foi interrompido por Angela...
-Tá variando das idéias? Se a gente sai daqui nesses onibus, os Aliens não vão acabar com a nossa raça? [:O]
-Eu ia mostrar isso, a seguir...- disse Z, levantando uma corrente, que tinha pendurada nela, uma espécie de caixinha preta ,com umas luzinhas que piscavam.
-E essa merreca faz o que? - peguntou Liliam [:O], fazendo todo mundo, cair de novo, na risada.
-Essa, como voce diz, merreca, é um mini escudo protetor, uma replica em menor escala, do aparelho que proteje esse shopping, ele gera um campo eletro-magnetico, suficientemente grande para uma pessoa, com nós todos dentro do onibus ele vai cobrir o veiculo tambem, entenderam?
-Ahhh, agora tendi, Morzinho...-Disse Liliam, olhando assim [:D] para Lehgau-Z

Lehgau-Z, apanhou uma caixa, que continha varias correntes, e distribuiu entre todos, dizendo...
-Quando formos sair, todos devem usar esse aparelho pendurado no pescoço, saibam que os escudos integram-se entre si, então podemos nos tocar e tambem podemos atravessar o escudo do shopping, sem interferencias. Voces entenderam tudo, até agora?
-Craro Crovis, nóis num é burro...- disse Luis- ...mas eu não ganhei um escudo.
-Desculpe, já ia esquecendo, o seu é especial, tive que fazer um menor e transparente...- disse Z levando a mão ao bolso, e levantando...nada...não dava pra ver nada, mas ele encostou o nada em Luis, que exclamou...
-Orra meu, isso é gelado!
Z informou que eles sairiam no dia seguinte, pediu pra Luis encontrar-se com ele as 5 da manhã e o restante, mais tarde, as 7 horas. Disse tambem, que aproveitassem a tarde desse dia, pois depois eles teriam poucas folgas a partir do dia seguinte.

E a bandalheira tomou conta do pedaço...todo mundo parecia criança, ficavam se provocando, mexeram em todas as lojas, se empanturraram de refrigerantes e salgadinhos.
As mulheres ficaram que nem baratas tontas correndo da joalheria, de onde saiam cheias de anéis e pulseiras; até as lojas de calçados, onde pegavam os mais extravagantes e caros; e vestiram os vestidos e roupas que queriam. Liliam, Kumka, Samara e Karol ficaram disputando os bichinhos de pelucia mais fofos, os feios elas reservaram pra emboscar o Will, que estava jogando videogame com os meninos, e puseram todos na bunda dele. E o Camelo reclamava, mas gostava.
Os homens, foram até a loja de artigos esportivos, de eletronicos e de bebidas importadas e reviraram tudo de pernas para o ar.
Hugo, cantava todas as mulheres que passavam por perto, e era xingado por Clay o tempo todo. Célia, fazia cara de *Vai ser bobo assim lá longe*, mas fazia vistas grossas e se divertia na livraria, folheando todos os livros.
Rafael, Alessandro, Rodrigo e Rafael, encheram sacolas, e mais sacolas de Cds e jogos.

Foi uma noite agitada tambem, como todos estavam atacados, afinal era a primeira vez que se encontravam pessoalmente, Z determinou que os homens dormiriam separado das mulheres, para evitar certas sacanagens. Embora não tenha surtido muito efeito, essa separação, visto que Liliam e Kumka dormiram abraçadinhas, e William tentava dividir cobertor com Hugo, Victor, Clay, ou quem mais se descuidasse, os homens passaram a noite em alerta, mas não impediu ninguem de roncar feito uns porcos, com peidos cortando a noite e alguns impropérios, tipo...*Gay tarado!*... *Vai tomar no Cú*... *Bem que eu quero...*... *Tira a mão daí, viado!*...*Voce cagou? Seu corno!*...*Vamos matar esse camelo!*... *Clay é bicha!*... Vão se phoder, todos voces!*... *Calem a boca!*

Enfim, as 5 da manhã, Luis já havia tomado o café da manhã, e foi se encontrar com Sr.Z. As 7 horas, um bando de piadistas, alegres e risonhos, preparavam-se para a primeira investida contra os alienigenas. Lehgau-Z levou-os ao onibus e enquanto se acomodavam, ele falava...
-Mandei Luis na frente, ele vai dizer onde está a nave mais próxima, e ao chegarmos perto, usaremos uma tática de aproximação, vamos fingir que estamos em fuga, e que só esbarramos neles, por puro acaso, eles devem pensar que estamos com medo, voces vão ter atuar. E quando eles perceberem, já terá sido tarde, sejam rápidos e não desperdicem risos.
Mal ele terminou de falar, o rádio-transmissor funcionou...
-Z? Está me ouvindo? Tem uma nave pousada no estádio de futebol, os Arrrkianos parecem estar em reunião. Cara, por que voce não me avisou que eles cheiram a ovo podre? Ecccaaa!- disse Luis, numa meia voz.
-Estamos a caminho, aguarde, chegaremos em meia hora, desligo.-disse rápidamente Z, e depois, voltando-se para os presentes, ele explicou...- Todas as manhãs, os Arrrkianos se reunem, é a melhor hora para o ataque, assim pegamos vários de uma vez, eles devem permanecer juntos por mais ou menos umas 2 horas, e depois saem pra se alimentar...

Pelo caminho, eles se espantarm com a quantidade de carros abandonados, mas constataram que haviam poucos predios destruidos e ninguem a vista. Lehgau-Z explicou...
- Devem todos ter procurado abrigos subterraneos, ou estão trancados dentro de casa, ou fugiram para a floresta. Mas caso encontremos alguem, podemos leva-los conosco ao shopping, tem espaço sobrando lá, pena que teremos que recolher no máximo umas 20 pessoas, senão o onibus não aguenta. Por enquanto os Arrrkianos devem ter pego poucas pessoas, não é do interesse deles mata-las por matar, seria como desperdiçar comida.
Chegaram por volta das 8 e 1/2, tempo bom, considerando os obstaculos, encontraram Luis, que deu as coordenadas exatas dos aliens, Lehgau-Z repassou a estrategia de ataque...-
-Lembrem-se, quero que finjam legal, como se estivessem com muito medo, deixem eles se aproximarem bem...

Entraram correndo no estádio e foram direto aonde estavam os Arrrkianos, quando deram de cara com eles, brecaram seco, alguns cairam, todos de olhos arregalados, as mulheres gritaram...*Muito bom!*, pensou Lehgau-Z...
Sem desconfiar, os Arrrkianos começaram a cercar o grupo de amigos, e quando estavam perto o bastante, o Sr Z olhou significativamente ao redor.
-Minhas singelas baforadas esfinctianas é perfume... aposto como agora voces preferiam estar cheirando meus carinhosos peidos, não?- tascou Will
-Huahuahuahauhau...- soltou gostoso Karol
Foi o suficiente para matar os 3 que estavam mais próximos e tontear o resto.
-Vamos socar esses 3 na bunda do Will!!!!!- gritou Liliam
-Kakakakaka.....- risada geral
-Bicho pheio! Voces são assim mesmo ou a placenta ainda não desgrudou?- falou Clay
-Muamuamauahahahahhhhh...
-Será que carne de Arrrkiano fica bom com jiló frito?
-hahahahaha...
-Will, ce pensa que não tou vendo voce tentando enfiar a trave do gol no cú? Devolve já!!!
-muahmuahmuah....
-Mimijei!
Os Arrrkianos não deram nem pro cheiro, já estavam todos caidos e secando no chão.
Lehgau-Z pensou...* Vai demorar, mas vamos acabar com todos*

Uma turma bem humorada, voltou ao shopping, sem nenhuma baixa, e sabendo que haviam feito um bom serviço.
Lehgau-Z já pensava em como fariam, quando precisassem fazer viagens mais longas, ou internacionais...talvez, pegassem um helicoptero...quem sabe? E para ir ao exterior, era só ir até o aeroporto e pegar um jato particular...afinal, seu brêve de piloto teria serventia.
Com a certeza de que eles conseguiriam livrar a Terra, da ameaça Arrrkiana, Lehgau-Z permitiu-se relaxar, e comemorou essa vitória com seus amigos, da melhor forma que podia...dando uma boa gargalhada, ao imaginar os Arrrkianos, falando em arrkianês...*HELP! Estamos fudidos!!!!*

sexta-feira, 8 de junho de 2007

Quando é sonho? Quando é realidade?

Estou aqui, de olhos abertos, olhando o teclado do pc, mas na realidade, minha mente está lá em cima, voando com umas asas brancas enormes, cortando a noite, enfrentando o vento, querendo ir bem longe de onde o corpo está...
Minha casa não é esta, minha vida não é esta, minha cara não é esta e este corpo não é meu...estou presa aqui dentro...minhas asas estão esmagadas...
Liberdade...ahhh que sonho mais louco... mais impossivel...
Vôo olhando em frente...num céu negro...cheio de sons e cheiros...e o vento...ahhhh, o vento...que prazer senti-lo forte, quase espetando a pele...então, bato mais vigorosamente as asas...quero explodir em pleno vôo...pra não ter nunca que voltar...
Mas...não foi desta vez...regresso...e aqui estou eu, de olhos abertos, olhando o teclado do pc...


Liliam Kikuchi

quinta-feira, 15 de março de 2007

Encontro...


Era um dia perfeito, numa tarde ensolarada, com uma brisa suave acariciando a pele.
Eu e ele, riamos de tudo, andavamos pelas ruas, despreocupados e felizes.
Ele, com o braço em torno do meu ombro, sorria e me fazia sorrir de pura satisfação.
Conversavamos o tempo todo, enquanto andavamos sem rumo certo, parando aqui e ali, para ver algo que nos chamasse a atenção.
Quem nos visse, diria que eramos o par perfeito, tamanha afinidade de gostos e pensamentos.
Formavamos um casal bonito tambem, ele com seu porte atlético, alto, vestindo um blue jeans e uma camiseta branca, e eu, quase 30 cm mais baixa que ele, cabelos negros e compridos, que contrastavam com meu vestido de verão branco, que esvoaçava grudando-me nas pernas.
E nós nos amavamos, isso era o mais importante, era o que nos fazia rir á toa.
Enquanto eu observava uma vitrine, notei que ele me olhava de uma maneira diferente, meio pensativo. Olhei direto em seus olhos e fiquei esperando, então ele disse...
-Imagine que voce é uma pessoa, extremamente infeliz e solitária, que se sente partida ao meio, que acha que ninguem te compreende,pois ninguem enxerga atraves da máscara de falsa felicidade que voce usa...
-Eu era exatamente assim, antes de te encontrar.-interrompi, com um aperto na garganta.
-Imagine, que essa pessoa, em busca da sua felicidade, acabe perdido em um deserto, e por estar perdido e só, concentra todo seu pensamento...e...por milagre, consegue captar os pensamentos de alguem, que sofre como ele. E ele, que seria o unico que poderia entende-la, conforta-la e completa-la, está perdido e morrendo...
Como essa pessoa pode atravessar o mundo, para ficar perto daquela outra? Como ele pode fazer ela saber que ele existe, que sente o mesmo que ela, que ele a procurou, que ele a amou? Como? Se ele está perdido e morrendo...
As lágrimas, já escorriam pelos meus olhos, quando ele debruçou-se sobre mim, encostando seu rosto no meu, e me sussurrando ao ouvido...
-Só morrendo mesmo...

terça-feira, 13 de março de 2007

Amor Secreto de uma Adolescente


Se acaso, um dia, numa festa qualquer, como em meus sonhos, em meio a muitas pessoas, seus olhos seguissem a minha figura, observando meus gestos e movimentos...voce talvez notasse, meu riso triste, meu ar melancólico...
Se, de repente, voce concentrasse sua atenção em meu semblante...voce veria duas estrelas fulgurantes, que se desviariam rápidamente, mas que sempre voltariam para voce.
Se voce insistisse, em fitar-me,apesar de estar cercado de amigos, que lhe dirigiam perguntas e risos...voce notária, que aquelas estrelas, só brilhavam ao encontra-lo, mas, ao serem flagradas, fugiriam num repentino abaixar de cabeça, que tambem ocultaria o leve corar em meu rosto.
Se voce, abandonando todos os outros, se encaminhasse para mim, e me sorrisse de modo especial, como voce sorri apenas para as outras,nunca para mim, tendo a lua iluminar-lhe todo...eu ficaria desnorteada e surpresa.
Se voce, falasse comigo, demontrando realmente querer agradar-me, conquistar-me com seu tom cativante e gentil...voce ouviria de minha voz timida e rouca, palavras vacilantes.
Se voce, segurando meu rosto delicadamente,me confessasse um sentimento repentino, maior que uma amizade, aquele sentimento que sempre almejei... voce sentiria, na ponta de seus dedos, o arrepio percorrendo-me inteira.
Se voce, tomasse-me em seus braços, e me beijasse com urgencia e paixão, dizendo que me ama...seus olhos fechados, certamente não veriam, rolando quente e cristalinas, pela minha face, as lágrimas de felicidade...mas voce as sentiria em seus lábios.
Se voce, partilhasse esse momento comigo, se esse dia acontessesse...eu finalmente deixaria de sonhar, e passaria a VIVER.

Tarde Demais


Não posso...preciso impedir que esse sentimento aprofunde-se mais em meu coração.
Preciso te esquecer...preciso. Antes que seja tarde demais.
Tenho que aplacar este calor em meu peito.
Tenho que afastar teu olhar de minha lembrança.
Antes que seja tarde demais.
Preciso arrancar, da minha mente e do meu corpo, todas as tuas marcas.
Devo fugir desse sentimento que eu mesma criei, e que agora me tortura.
Antes que seja...tarde demais...

Anjo Adormecido


Hoje te vi dormindo...estavas tão belo, tua expressão era doce e calma, teu sono tão sereno...e, talvez por te amar demais, julguei estar vendo um anjo.
Contive o subito desejo de te acariciar os cabelos e o rosto. E continuei a te olhar, observando e guardando para mim, toda a frágilidade e paz, que teu sono transmitia.
Notei um leve tremor em teus olhos, e tive medo. Medo que estivesses acordado e que me evitavas, fingindo dormir. Afastei essa terrivel idéia, antes que ela pertubasse meu coração.
E tu dormias inocentemente, tua respiração suave afastava meus temores de mulher apaixonada.
E estavas tão belo...
Desejei apertar-te contra meu peito, num abraço transbordante de ternura. Mas não quis quebrar tua paz. Nunca farei isso, te prometo.
Te amo tanto, que se um dia, tu me pedires que te deixe livre do meu amor, eu partirei, triste e ferida, mas partirei sem lutas.
Sou assim, meu amor. E depois desta confissão, só me resta dormir tambem.

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007

Meu rumo


Quando nossos olhos se encontraram, o brilho ofuscante dos teus, me cegaram para sempre.
Agora só vejo a luz existente no teu olhar, e serei capaz de segui-la por toda vida, pois só ela me guia.
Então, por favor, os não feche e nem os desvie em outra direção, ou perderei meu rumo e posso não encontra-lo outra vez.
Aí então, só me restará a escuridão total, e talvez, até o abismo.